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quinta-feira, 1 de novembro de 2007

A importância dos primeiros socorros

A importância dos primeiros socorros

-A grande maioria dos acidentes poderia ser evitada, porém, quando eles ocorrem, alguns conhecimentos simples podem diminuir o sofrimento, evitar complicações futuras e até mesmo salvar vidas.
-O fundamental é saber que, em situações de emergência, deve se manter a calma e ter em mente que a prestação de primeiros socorros não exclui a importância de um médico. Além disso, certifique-se de que há condições seguras o bastante para a prestação do socorro sem riscos para você. Não se esqueça que um atendimento de emergência mal feito pode comprometer ainda mais a saúde da vítima.

{ O artigo 135 do Código Penal Brasileiro é bem claro: deixar de prestar socorro
à vítima de acidentes ou pessoas em perigo eminente, podendo fazê-lo, é crime. }

Conceitos preliminares

Deixar de prestar socorro significa não dar nenhuma assistência à vítima. A pessoa que chama por socorro especializado, por exemplo, já está prestando e providenciando socorro.
Qualquer pessoa que deixe de prestar ou providenciar socorro à vítima, podendo faze-lo, estará cometendo o crime de omissão de socorro, mesmo que não seja a causadora do evento.
A omissão de socorro e a falta de atendimento de primeiros socorros eficiente são os principais motivos de mortes e danos irreversíveis nas vítimas de acidentes de trânsito.
Os momentos após um acidente, principalmente as duas primeiras horas são os mais importantes para se garantir a recuperação ou a sobrevivência das pessoas feridas.
Todos os seres humanos são possuidores de um forte espírito de solidariedade e é este sentimento que nos impulsiona para tentar ajudar as pessoas em dificuldades. Nestes trágicos momentos, após os acidentes, muitas vezes entre a vida e a morte, as vítimas são totalmente dependentes do auxílio de terceiros.
Acontece que somente o espírito de solidariedade não basta. Para que possamos prestar um socorro de emergência correto e eficiente, precisamos dominar as técnicas de primeiros socorros.
Algumas pessoas pensam que na hora de emergência não terão coragem ou habilidade suficiente, mas isso não deve ser motivo para deixar de aprender as técnicas, porque nunca sabemos quando teremos que utilizá-las.

Socorrista: É como chamamos o profissional em atendimento de emergência. Portanto, uma pessoa que possui apenas o curso básico de Primeiros Socorros não deve ser chamado de Socorrista e sim de atendente de emergência.
Devemos, sempre que possível, preferir o atendimento destes socorristas e paramédicos, que contam com a formação e equipamentos especiais.
Atendimento Especializado: Na maioria das cidades e rodovias importantes é possível acionar o atendimento especializado, que chega ao local do acidente de trânsito em poucos minutos.

O que são primeiros socorros?

Como o próprio nome sugere, são os procedimentos de emergência que devem ser aplicados à uma pessoa em perigo de vida, visando manter os sinais vitais e evitando o agravamento, até que ela receba assistência definitiva.
Quando devemos prestar socorro?
Sempre que a vítima não esteja em condições de cuidar de si própria.
Quais são as primeiras atitudes?
Geralmente os acidentes são formados de vários fatores e é comum quem os presencia, ou quem chega ao acidente logo que este aconteceu, deparar com cenas de sofrimento, nervosismo, pânico, pessoas inconscientes e outras situações que exigem providências imediatas.
Quando não estivermos sozinhos, devemos pedir e aceitar a colaboração de outras pessoas, sempre se deixando liderar pela pessoa que apresentar maior conhecimento e experiência.
Se essa pessoa de maior experiência e conhecimento for você, solicite a ajuda das demais pessoas, com calma e firmeza, demonstrando a cada uma o que deve ser feito, de forma rápida e precisa.
Apesar da gravidade da situação devemos agir com calma, evitando o pânico.

» Transmita confiança, tranqüilidade, alívio e segurança aos acidentados que estiverem conscientes, informando que o auxílio já está a caminho.

» Aja rapidamente, porém dentro dos seus limites.

» Use os conhecimentos básicos de primeiros socorros.

» Às vezes, é preciso saber improvisar.

FONTE: http://www.bombeirosvoluntarios.com.br
(GRUPO DE BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DA CIDADE DE CONCÓRDIA)

1. IMPORTÂNCIA DAS NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS

1. IMPORTÂNCIA DAS NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS

Se existem os Serviços Profissionais
de Socorro, como SAMU e Resgate,
por que é importante saber fazer algo
pela vítima de um acidente de
trânsito?

Dirigir faz parte da sua vida. Mas cada vez que você
entra num veículo surgem riscos de acidentes, riscos à
sua vida e à de outras pessoas. São muitos os acidentes
de trânsito que acontecem todos os dias. Deixando
milhares de vítimas, pessoas feridas, às vezes com lesões
irreversíveis, muitas mortes.

Cada vez se investe mais na prevenção e no
atendimento às vítimas. Mas, por mais que se aparelhem
hospitais e pronto-socorros, ou se criem os Serviços de
Resgate e SAMUs – Serviços de Atendimento Móvel de
Urgência – sempre vai haver um tempo até a chegada do
atendimento profissional. E, nesses minutos, muita coisa
pode acontecer. Nesse tempo, as únicas pessoas
presentes são as que foram envolvidas no acidente e as
que passam pelo local.

O que eu devo fazer primeiro? E depois?

É claro que cada acidente é diferente do outro. E, por
isso, só se pode falar na melhor forma de socorro, quando
se sabe quais as suas características.

Um veículo que está se incendiando, um local
perigoso (uma curva, por exemplo), vítimas presas nas
ferragens, a presença de cargas tóxicas etc, tudo isso
interfere na forma do socorro.

Suas ações também vão ser diferentes caso haja
outras pessoas iniciando os socorros, ou mesmo se você
estiver ferido.

Mas a seqüência das ações a serem
realizadas vai sempre ser a mesma:

1) manter a calma;
2) garantir a segurança;
3) pedir socorro;
4) controlar a situação;
5) verificar a situação das vítimas;
6) realizar algumas ações com as vítimas.

Primeiros Socorros são as primeiras providências
tomadas no local do acidente. É o atendimento inicial e
temporário, até a chegada de um socorro profissional.

Quais são essas providências?

• Uma rápida avaliação da vítima;
• Aliviar as condições que ameacem a vida ou que
possam agravar o quadro da vítima, com a utilização de
técnicas simples;
• Acionar corretamente um serviço de emergência local.
Simples, não é?

As técnicas de Primeiros Socorros têm sido divulgadas para toda a sociedade, em todas as partes do mundo. E agora, uma parte delas vai estar disponível para
você, aqui nesta cartilha. Leve-as a sério, elas podem salvar vidas. E, não há nada no mundo, que valha mais que isso.

Nessa hora duas coisas são importantes nessas pessoas:

1) o espírito de solidariedade;
2) informações básicas sobre o que fazer e o que não
fazer nas situações de acidente.

São conceitos e técnicas fáceis de aprender e, unidos
à vontade e à decisão de ajudar, podem impedir que um
acidente tenha maiores conseqüências, aumentando
bastante as chances de uma melhor recuperação das
vítimas.

Cada uma dessas ações vai ser detalhada nos próximos
capítulos.

O importante agora é fixar, ter sempre em mente a
seqüência delas.

E também saber que uma ação pode ser iniciada sem
que outra tenha sido terminada. Você pode, por exemplo,
começar a garantir a segurança, sinalizando o local,
parar para pedir socorro e voltar depois a completar a
segurança do local.

Com calma e bom senso, os primeiros socorros podem
evitar que as conseqüências do acidente sejam
ampliadas.

Como Manter a Calma e Controlar a Situação? Como Pedir Socorro?

Vamos manter a Calma?

Você já viu que manter a Calma é a primeira atitude
que você deve tomar no caso de um acidente.

Só que cada pessoa reage de forma diferente, e é
claro que é muito difícil ter atitudes racionais e coerentes
na situação: o susto, as perdas materiais, a raiva pelo
ocorrido, o pânico no caso de vítimas, etc. Tudo colabora
para que as nossas reações sejam intempestivas, malpensadas.

Mas tenha cuidado, pois ações desesperadas
normalmente acabam agravando a situação.

Por isso, é fundamental que, antes de agir, você
recobre rapidamente a sua lucidez, reorganize seus
pensamentos e se mantenha calmo.

Mas, como é que se faz para ficar calmo após um
acidente?

Num intervalo de segundos a poucos minutos, é
fundamental que você siga o seguinte roteiro:

1) Pare e pense! Não faça nada por instinto ou por
impulso;
2) Respire profundamente, algumas vezes;
3) Veja se você sofreu ferimentos;
4) Avalie a gravidade geral do acidente;
5) Conforte os ocupantes do seu veículo;
6) Mantenha a calma. Você precisa dela para
controlar a situação e agir.

E COMO CONTROLAR A SITUAÇÃO?

Alguém já tomou a iniciativa e está à frente das ações?

Ótimo! Ofereça-se para ajudar, solidariedade nunca é
demais.

Se ninguém ainda tomou a frente, verifique se entre as
pessoas presentes há algum médico, bombeiro, policial,
ou qualquer profissional acostumado a lidar com este tipo
de emergência.

Se não houver ninguém mais capacitado, assuma o
controle e comece as ações. Com calma você vai
identificar o que é preciso fazer primeiro, mas tenha
sempre em sua cabeça que:

• A ação inicial define todo o desenvolvimento do
atendimento;
• Você precisa identificar os riscos para definir as
ações;
Nem todo mundo está preparado para assumir a
liderança após um acidente. Este pode ser o seu caso,
mas numa emergência, você poderá ter que tomar a
frente. Siga as recomendações adiante, para que todos
trabalhem de forma organizada e eficiente, diminuindo o
impacto do acidente:

• Mostre decisão e firmeza nas suas ações;
• Peça ajuda aos outros envolvidos no acidente e aos que estiverem próximos;
• Distribua tarefas às pessoas, ou
• Forme equipes para executar as tarefas;
• Não perca tempo discutindo;
• Passe as tarefas mais simples, nos locais mais
afastados do acidente, às pessoas que estejam mais
desequilibradas ou contestadoras;
• Trabalhe muito, não fique só dando ordens;
• Motive todos, elogiando e agradecendo cada ação
realizada.

COMO ACIONAR O SOCORRO?

Quanto mais cedo chegar um socorro profissional,
melhor para as vítimas de um acidente. Solicite um, o
mais rápido possível.

Hoje, em grande parte do Brasil, nós podemos contar
com serviços de atendimento às emergências.

O chamado Resgate, ligado aos Corpos de Bombeiros,
os SAMUs, os atendimentos das próprias rodovias ou
outros tipos de socorro, recebem chamados por telefone,
fazem uma triagem prévia e enviam equipes treinadas em
ambulâncias equipadas. No próprio local, após uma
primeira avaliação, os feridos são atendidos
emergencialmente para, em seguida, serem transferidos
aos hospitais.

São serviços gratuitos, que têm, em muitos casos,
números de telefone padronizados em todo o Brasil. Use
o seu celular, o de outra pessoa, os telefones dos
acostamentos das rodovias, os telefones públicos ou
peça para alguém que esteja passando pelo local que vá
até um telefone ou um posto rodoviário e acione
rapidamente o Socorro .

A seguir estão listados os telefones de emergência mais
comuns.


Resgate do Corpo de Bombeiros
193
• Vítimas presas nas ferragens.
• Qualquer perigo identificado como fogo, fumaça, faíscas,
vazamento de substâncias, gases, líquidos, combustíveis, ou
ainda locais instáveis como ribanceiras, muros caídos, valas etc.
Em algumas regiões do país o Resgate-193 é utilizado para todo
tipo de emergência relacionada à saúde. Em outras, é utilizado
prioritariamente para qualquer emergência em via pública.
O Resgate pode acionar outros serviços quando existirem e se
houver esta necessidade.
Procure saber se existe e como funciona o Resgate em sua
região.

SAMU
Serviço de Atendimento Móvel de Urgência
192
• Qualquer tipo de acidente.
• Mal súbito em via pública ou rodovia.
O SAMU foi idealizado para atender qualquer tipo de emergência
relacionada à saúde, incluindo acidentes de trânsito. Pode ser
acionado também para socorrer pessoas que passam mal dentro
dos veículos. O SAMU pode acionar o serviço de Resgate ou outros,
se houver esta necessidade.
Procure saber se existe e como funciona o SAMU em sua região.

Polícia Militar
190
• Acione sempre que ocorrer uma emergência em locais sem
serviços próprios de socorro.
Acidentes nas localidades que não possuem um sistema de
emergência poderão contar com o apoio da Polícia Militar local.
Estes profissionais, ainda que sem os equipamentos e materiais
necessários para o atendimento e transporte de uma vítima, são as
únicas opções nesses casos.

Rodovias:
Polícia Rodoviária Federal ou Estadual Serviço de Atendimento ao Usuário-SAU
Serviços Rodoviários Federais ou Estaduais
Serviços dos Municípios mais próximos
Telefones variáveis

• Acione sempre que ocorrer qualquer emergência nas rodovias.
Todas as rodovias devem divulgar o número do telefone a ser
chamado em caso de emergência. Pode ser da Polícia Rodoviária
Federal, Estadual, do serviço de uma concessionária ou serviço
público próprio. Estes serviços não possuem um número único de
telefone, variando de uma rodovia a outra.

Muitas rodovias dispõem de telefones de emergência nos
acostamentos, geralmente (mas nem sempre) dispostos a cada
quilômetro. Nestes telefones é só retirar o fone do gancho, aguardar
o atendimento e passar as informações solicitadas pelo atendente.
O Serviço de Atendimento ao Usuário-SAU é obrigatório nas
rodovias administradas por concessionárias. Executa
procedimentos de resgate, lida com riscos potenciais e realiza
atendimento às vítimas. Seus telefones geralmente iniciam com 0800.

Mantenha sempre atualizado o número dos telefones das rodovias
que você utiliza. Anote o número da emergência logo que entrar na
estrada. Regrinha eficiente para quem utiliza celular é deixar
registrado no seu aparelho, e pronto para ser usado, o número da
emergência.

Não confie na sua memória.

Procure saber como acionar o atendimento nas rodovias que você
utiliza.

Outros recursos existentes na comunidade

Algumas localidades ou regiões possuem serviços distintos dos
citados acima. Muitas vezes estes não têm a responsabilidade de
dar o atendimento, mas o fazem. Podem ser ambulâncias de
hospitais, de serviços privados, de empresas, grupos particulares, ou
ainda voluntários que, acionadas por telefones específicos, podem
ser os únicos recursos disponíveis.

Se você circula habitualmente por áreas que não contam com
nenhum serviço de socorro, procure saber ou pensar
antecipadamente como conseguir auxílio caso venha a sofrer um
acidente.

Além destes números listados anteriormente, você
tem um espaço na última página desta cartilha, para
anotar todos os telefones que podem ser importantes
para você numa emergência. Anote já, nunca se sabe
quando eles vão ser necessários.

VOCÊ PODE MELHORAR O SOCORRO, PELO TELEFONE

Mesmo com toda a urgência de atender ao acidente,
os atendentes do chamado de socorro vão fazer algumas
perguntas para você. São perguntas para orientar a
equipe, informações que vão ajudar a prestar um socorro
mais adequado e eficiente. Dentro do possível, ao chamar
o socorro, tenha as respostas para as perguntas:

• Tipo do acidente (carro, motocicleta, colisão,
atropelamento, etc.);
• Gravidade aparente do acidente;
• Nome da rua e número próximo;
• Número aproximado de vítimas envolvidas;
• Pessoas presas nas ferragens;
• Vazamento de combustível ou produtos químicos;
• Ônibus ou caminhões envolvidos.

A sinalização do local e a segurança

Como Sinalizar?

Como garantir a segurança de todos?

Você já viu que as diversas ações num acidente de trânsito podem ser feitas por mais de uma pessoa, ao mesmo tempo. Enquanto uma pessoa telefona, outra
sinaliza o local e assim por diante. Assim, ganha-se
tempo para o atendimento, fazer a sinalização e garantir
a segurança no local.

A importância de Sinalizar o local

Os acidentes acontecem nas ruas e estradas,
impedindo ou dificultando a passagem normal dos outros
veículos. Por isso, esteja certo de que situações de perigo
vão ocorrer (novos acidentes ou atropelamentos), se
você demorar muito ou não sinalizar o local de forma
adequada. Algumas regras são fundamentais para você
fazer a sinalização do acidente:

Inicie a sinalização em um ponto em que os
motoristas ainda não possam ver o acidente

Não adianta ver o acidente quando já não há tempo
suficiente para parar ou diminuir a velocidade. No caso
de vias de fluxo rápido, com veículos ou obstáculos na
pista, é preciso alertar os motoristas antes que eles
percebam o acidente. Assim, vai dar tempo para reduzir a
velocidade, concentrar a atenção e desviar. Então não se
esqueça que a sinalização deve começar antes do local
do acidente ser visível.

Nem é preciso dizer que a sinalização deverá ser feita
antes da visualização nos dois sentidos (ida e volta) nos
casos em que o acidente interferir no tráfego das duas
mãos de direção.

Demarque todo o desvio do tráfego até o acidente

Não é só a sinalização que deve se iniciar bem antes
do acidente. É necessário que todo o trecho, do início da
sinalização até o acidente, seja demarcado, indicando
quando houver desvio de direção. Se isso não puder ser
feito de forma completa, faça o melhor que puder,
aguardando as equipes de socorro, que deverão
completar a sinalização e os desvios.

Mantenha o tráfego fluindo

Outro objetivo importante na sinalização é manter a
fluidez do tráfego, isto é, apesar do afunilamento
provocado pelo acidente, deve sempre ser mantida uma
via segura para os veículos passarem.

Faça isso por duas razões: se ocorrer uma parada no
tráfego, o congestionamento, ao surgir repentinamente,
pode provocar novas colisões. Além disso, não se
esqueça que, com o trânsito parado, as viaturas de
socorro vão demorar mais a chegar.

Para manter o tráfego fluindo, tome as seguintes providências:
• Mantenha, dentro do possível, as vias livres para o
tráfego fluir;
• Coloque pessoas ao longo do trecho sinalizado para
cuidarem da fluidez;
• Não permita que curiosos parem na via destinada
ao tráfego.

Sinalize no local do acidente

Ao passarem pelo acidente, todos ficam curiosos e
querem ver o que ocorreu, diminuindo a marcha ou até
parando. Para evitar isso, alguém deverá ficar sinalizando
no local do acidente, para manter o tráfego fluindo e
garantir a segurança.

Que materiais podem ser utilizados na sinalização?

Existem muitos materiais fabricados especialmente
para sinalização, mas na hora do acidente,
provavelmente, você terá apenas o triângulo de segurança à mão, já que ele é um dos itens obrigatórios
de todos os veículos. Use o seu triângulo e os dos
motoristas que estejam no local. Não se preocupe, pois
com a chegada das viaturas de socorro, eles já poderão
ser substituídos por equipamentos mais adequados e
devolvidos aos seus donos.

Outros itens que forem encontrados nas imediações
também podem ser usados, como: galhos de árvore,
cavaletes de obra, latas, pedaços de madeira, pedaços de
tecidos, plásticos etc.

À noite ou com neblina, a sinalização deve ser feita
com materiais luminosos. Lanternas, pisca-alerta e faróis
dos veículos devem sempre ser utilizados.

O importante é lembrar que tudo o que for usado para
sinalização deve ser de fácil visualização e não pode
oferecer risco, transformando-se em verdadeiras
armadilhas para os passantes e outros motoristas.

O emprego de pessoas sinalizando é bastante
eficiente, porém é sempre arriscado. Ao se colocar
pessoas na sinalização, é necessário tomar alguns
cuidados:

• Suas roupas devem ser coloridas e contrastar com o
terreno;
• As pessoas devem ficar na lateral da pista sempre de
frente para o fluxo dos veículos;
• Devem ficar o tempo todo agitando um pano colorido
para alertar os motoristas;
• Prestar muita atenção e estar sempre preparado
para o caso de surgir algum veículo desgovernado;
• As pessoas nunca devem ficar logo depois de uma
curva ou em outro local perigoso. Elas têm que ser vistas,
de longe, pelos motoristas.

Onde deve ficar o início da sinalização?

Como você já viu, a sinalização deve ser iniciada para
ser visível pelos motoristas de outros veículos antes que
eles vejam o acidente.

Não adianta falar em metros, é melhor falar em
passos, que podem ser medidos em qualquer situação.
Cada passo bem longo (ou largo) de um adulto
corresponde a aproximadamente um metro.

As distâncias para o início da sinalização são
calculadas com base no espaço necessário para o
veículo parar após iniciar a frenagem, mais o tempo de
reação do motorista. Assim, quanto maior a velocidade,
maior deverá ser a distância para iniciar a sinalização. Na
prática, a recomendação é seguir a tabela abaixo, onde o
número de passos longos corresponde à velocidade
máxima permitida no local.

dados por um adulto. Se não puder, peça a outra pessoa
para medir a distância.

Como se vê na tabela, existem casos, onde as
distâncias deverão ser dobradas, como à noite, com
chuva, neblina, fumaça.

À noite, além de aumentar a distância, a sinalização
deverá ser feita com materiais luminosos.

Existem ainda outros casos que comprometem a
visibilidade do acidente, como Curvas e Lombadas. Veja
como proceder nestes casos:

Curvas e Lombadas

Quando você estiver contando os passos e encontrar
uma curva, pare a contagem. Caminhe até o final da curva
e então recomece a contar a partir do zero. Faça a mesma
coisa quando o acidente ocorrer no topo de uma
elevação, sem visibilidade para os veículos que estão
subindo.

Como identificar Riscos para garantir
mais segurança?

O maior objetivo desta cartilha é dar orientações para
que, numa situação de acidente, você possa tomar
providências que:

1. Evitem agravamento do acidente, com novas colisões,
atropelamentos ou incêndios;
2. Garantam que as vítimas não terão suas lesões
agravadas por uma demora no socorro ou uma remoção
mal feita.

Sempre, além das providências já vistas (como
acionar o socorro, sinalizar o acidente e assumir o
controle da situação), você deve também observar os
itens complementares de segurança, tendo em mente as
seguintes questões:

• Eu estou seguro?
• Minha família e os passageiros de meu veículo estão
seguros?
• As vítimas estão seguras?
• Outras pessoas podem se ferir?
• O acidente pode tomar maiores proporções?

Para isso, é preciso evitar os riscos que surgem em
cada acidente, agindo rapidamente para evitá-los

É só acontecer um acidente que podem ocorrer várias
situações de risco. As principais são:

• Novas colisões;
• Atropelamentos;
• Incêndio;
• Explosão;
• Cabos de eletricidade;
• Óleo e obstáculos na pista;
• Vazamento de produtos perigosos;
• Doenças infecto-contagiosas.

Novas Colisões

Você já viu como sinalizar adequadamente o local
do acidente. Seguindo as instruções fica bem
reduzida a possibilidade de novas colisões. Porém,
imprevistos acontecem. Por isso, nunca é demais usar
simultaneamente mais de um procedimento, aumentando
ainda mais a segurança.

Atropelamentos

Adote as mesmas providências empregadas para
evitar novas colisões. Mantenha o fluxo de veículos na
pista livre. Oriente para que curiosos não parem na área
de fluxo e que pedestres não fiquem caminhando pela via.

Isole o local do acidente e evite a presença de curiosos.
Faça isso, sempre solicitando auxílio e distribuindo
tarefas entre as pessoas que querem ajudar, mesmo que
precisem ser orientadas para isso.
Incêndio
Sempre existe o risco de incêndio. E, ele aumenta
bastante quando ocorre vazamento de combustível.
Nesses casos é importante adotar os seguintes
procedimentos:

• Afaste os curiosos;
• Se for fácil e seguro, desligue o motor do veículo
acidentado;
• Oriente para que não fumem no local;
• Pegue o extintor de seu veículo e deixe-o, pronto
para uso, a uma distância segura do local de risco;
• Se houver risco elevado de incêndio e,
principalmente com vítimas presas nas ferragens, peça
a outros motoristas que façam o mesmo com seus
extintores, até a chegada do socorro.

Há dois tipos de extintor para uso em veículo: o do tipo
BC, destinado a apagar fogo em combustível e em
sistemas elétricos, e o do tipo ABC, que também apaga o
fogo em componentes de tapeçaria, painéis, bancos e
carroçaria. O extintor tipo BC deverá ser substituído pelo
tipo ABC, a partir de 2005, assim que expirar a validade do
cilindro (Resolução 157 Contran). Verifique o tipo do
extintor e a validade do cilindro. Saiba sempre onde ele
está em seu veículo. Normalmente, seu lugar é próximo
ao motorista para facilitar a utilização. Dependendo do
veículo, ele pode estar fixado no banco sob as pernas do
motorista, na lateral próximo aos pedais, na lateral do
banco ou sob o painel do lado do passageiro. Localize o
seu e assinale sua posição no espaço reservado no final
desta cartilha. Verifique também, como é que se faz para
tirá-lo de sua posição, não deixe para ver isso numa
emergência.

Nunca um extintor deve ser guardado no porta-malas
ou em outro lugar, de difícil acesso. Mantenha sempre seu
extintor carregado e com a pressão adequada. Troque a
carga conforme a regulamentação de trânsito e também,
sempre que o ponteiro do medidor de pressão estiver na
área vermelha.

Para usar seu extintor, siga as instruções:

• Mantenha o extintor em pé, na posição vertical;
• Quebre o lacre e acione o gatilho;
• Dirija o jato para a base das chamas e não para o
meio do fogo;
• Faça movimentos em forma de leque, cobrindo toda
a área em chamas;
• Não jogue o conteúdo aos poucos. Para um melhor
resultado, empregue grandes quantidades de produto, se
possível com o uso de vários extintores ao mesmo tempo.

Explosão

Se o acidente envolver algum caminhão de
combustível, gás, ou outro material inflamável, que esteja
vazando ou já em chamas, a via deve ser totalmente
interditada, conforme as distâncias recomendadas e todo
o local evacuado.

Cabos de eletricidade

Nas colisões com postes é muito comum que cabos
elétricos se rompam e, fiquem energizados, na pista ou
mesmo sobre os veículos. Alguns desses cabos são de
alta voltagem, e podem causar mortes. Jamais tenha
contato com esses cabos, mesmo que ache que eles não
estão energizados.

No interior dos veículos, as pessoas estão seguras,
desde que os pneus estejam intactos e não haja nenhum
contato com o chão. Se o cabo estiver sobre o veículo,
elas podem ser eletrocutadas ao tocar o solo. Isso já não
ocorre se permanecerem no seu interior, pois o mesmo
está isolado pelos pneus.

Outro risco é do cabo chicotear próximo a um vazamento
de combustível, pois a faísca produzida poderá causar um
incêndio.

FONTE: http://www.detran.pe.gov.br/download/primeiros_socorros.pdf

TREINAMENTO EM EMERGÊNCIA PRÉ-HOSPITALAR

FONTE: http://www.cdof.com.br/socorros1.htm#2

• TREINAMENTO EM EMERGÊNCIA - PRÉ-HOSPITALAR - SATE
LOCAL: FACHA (Faculdade Hélio Alonso) – Rua da Matriz, 49 - Botafogo RJ
DATA: 25 e 26 de agosto (final de semana). Detalhes

SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS
Emergências – Condutas Médicas e Transporte / 1996 - Figueiredo, Mannarino, Canetti, Prates, Souza - Ed: Revinter / RJ
Emergências: Manual de Diagnóstico e Tratamento ANTONIO C LOPES, ALBERTO F. JUNIOR, JOSE LUIS G. DO AMARAL
Fundamentos Práticos na Com. no Esp.e Eco. Britto Garcia - Atheneu.
Livro de Primeiros Socorros -Rosemberg, S.N. - Record.
Manual de Socorros de Emergências - Santos, Canetti, Brito, - Atheneu.(o que eu uso).
Manual de Primeiro Socorros - Geovanni da S. Novaes e Jeferson da S.Novaes - Sprint - 1994.
Manual básico de emergências pré hospitalares do Corpo de Bombeiros do RJ - Canetti - ed. Atheneu.
Manual de Salvamento Aquático, Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático
Primeiros Socorros: um Manual Prático SILAS DE TULIO JOHN COOK LANE
Primeiros Socorros, Bizjak, G & Berjeron, J.B.,- Atheneu,1999.
"Reanimação", Ed. Guanabara Koogan, 1981. LANE, John Cook
Saúde Coletiva e Urgência em E.F. Gonçalves,A. - Papirus, 1997.
Segredos em Medicina de Urgência / 1995 - Markovchick, Pons, Wolfe - Ed: Artes Médicas / RS.
Socorros Médicos de Urgência, American Academy of Orthopaedic Surgeons, ed Guanabara Koogan
Suporte Básico de Vida para Profissionais de Saúde / 2001 - Chandra, Hazinski - Ed: American Heart Association /Distribuido no Brasil por Medline / RJ.
Urgências Médicas em Domicílio / 1997 - Bertrand, Sondag, Van Den Haute - Ed: Andrei / SP.
Trauma – Pré-Hospitalar e Hospitalar – Adulto e Criança / 1997 - Cazarim, Ribeiro, Claudia - Ed: Medsi / RJ.



SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS DE APOIO
Fisiologia do Exercício – Energia, Nutrição e Desempenho Humano - 1998 - McArdle, Frank Katch, Victor Katch - Ed: Guanabara Koogan -RJ.
Manual de Emergências Médicas -1996 - Copass, Soper, Eisenberg - Ed: Revinter -RJ.
Primeiros Socorros no Esporte - 2002 - Flegel - Ed: Manole - SP
Rotinas em Pronto Socorro -1994 - Nasi e col. - Ed: Artes Médicas -RS.
Tratado de Fisiologia Médica - 2001 - Guyton - Ed: Guanabara / RJ.


SUGESTÕES DE SITES

American Heart Association
APH
Bombeiros Emergência - Primeiros Socorros
Emergência Pré-hospitalar
EBMSP
Manual de Primeiros socorros - Dr. Gate
PHTLS
Primeiros socorros - Helder Bernardo
Resgate.org
www.cade.com.br (digite: first aid, pre-hospital emergency, basic life support, basic trauma life support, advanced trauma life support)
Sociedade Brasileira de Salvamento aquático
Trauma.com
Traumas.org


REFERÊNCIA DE CURSOS
Prof. Fernando Barreiro - RJ/RJ - resgate@terra.com.br - 9606-9153/(0xx21) 2564-5899.
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Coordenador:
Prof. Fernando Barreiro
Graduado em Educação Física - UGF
ESPECIALIZAÇÃO - Ginástica Médica - Cinesioterapia (UCB)
Monografia - "A Importância do Conhecimento de Primeiros Socorros para o Profissional de Educação Física no Campo da Ginástica Médica".
CREF: 2340-G/RJ
MESTRANDO - Educação Física (UGF) - término previsto p/ 2005-1
Certificado como Paramédico pela cruz Vermelha Internacional;

Experiência Profissional:
· Paramedic Ensino e Treinamento Ltda (Diretor de Ensino e Professor) - 1996 / 97
· GRE - Grupo de Resgate e Emergência (Paramédico e Diretor de Ensino) - 1996 / 98
· Ney Pereira Cultural Fit (Professor de "Emergências na Atividade Física", nos Cursos de Extensão Universitária - RJ/SP) - desde 1998
· SENAC (Professor de "Primeiros Socorros" nos cursos de Guia de Turismo) - 2000
· Conselho Regional de Educação Física - 1ª Região - RJ/ES - (Professor da disciplina "Primeiros Socorros") - 2002 / 03
· SATE - Serviço de Atendimento de Emergência - (Diretor de Ensino) - desde 1997
· UNIVERSIDADE GAMA FILHO (Professor de "Atendimento de Emergência" - no curso de Educação Física, enfermagem e medicina) - desde 1998

SATE - Serviço de Atendimento de Emergência

ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIA PRÉ-HOSPITALAR

FONTE: http://www.cdof.com.br/socorros1.htm#2

Protocolo Internacional de Atendimento Pré-hospitalar
Para qualquer assunto que você queira estudar, sempre haverá um livro, artigo ou apostila. Em primeiros socorros também há, só que não dá tempo de recorrer a eles !

URGÊNCIA - Situação onde não há risco à vida
EMERGÊNCIA - Situação onde há risco á vida
SOCORRO BÁSICO - são os procedimentos não invasivos.
SOCORRO AVANÇADO- são os procedimentos invasivos.

ASPECTOS LEGAIS DO SOCORRISMO
· OMISSÃO DE SOCORRO (ART. 135º DO CÓDIGO PENAL.)
Todo cidadão é obrigado a prestar auxílio a quem esteja necessitando, tendo
três formas para fazê-lo:
atender, auxiliar quem esteja atendendo ou solicitar auxílio.
Exceções da lei (em relação a atender e/ou auxiliar): menores de 16 anos, maiores de 65, gestantes a partir do terceiro mês, deficientes visuais, mentais e físicos (incapacitados).
Telefones de emergência:
CB: 193
SAMU: 192
PM: 190
“A principal causa-morte pré-hospitalar é a falta de atendimento. A segunda é o socorro inadequado.”


ETAPAS BÁSICAS DO SOCORRISMO
Toda vez que um socorrista realizar um atendimento, ele levará em consideração dois fatores iniciais:
1 - Está consciente ou não? Vítima consciente já demonstra estar viva.
2 – É evento clínico ou traumático? Em princípio, os eventos clínicos nos permitem maior liberdade de manipulação das vítimas.

Análise da cena
• cuidados com a segurança do profissional (prioridade)
• observação
• sinalização

Análise da cena - Abordagem da vítima
• verificação da responsividade – pode ser realizada a distância. Procuramos
perceber as manifestações da vítima.
• checagem dos sinais vitais – só pode ser realizada em contato com a vítima.

Abordagem da vítima
Se for na maca, colocamos ambas as mãos nos ombros do vítima e falamos com ele. Se for no chão, apoiamos um joelho e colocamos ambas as mãos nos ombros da vítima.
Sinais - são os indicativos que obtemos sem auxílio da vítima.
Sintomas - são os indicativos que obtemos com auxílio da vítima.

SINAIS VITAIS - – formas de checagem: “"VER / OUVIR / SENTIR"
. respiração – geralmente usa-se o dorso da mão para sentir.
. pulso – carotídeo (em adultos e crianças) / braquial (em bebês).
. pressão arterial – precisa-se de instrumental específico.
. temperatura – precisa-se de instrumental específico.

Checando respiração: Em lactentes não fazemos hiperextensão cervical.

SINAIS DE APOIO
– são os que fornecem mais informações sobre o estado da vítima. Não são prioritários, mas são válidos para mais informações.
. cor e umidade da pele – pode indicar problemas circulatórios e hipotermia. São avaliados pela observação e toque na vítima. Independem do estado de consciência.
. motilidade – avaliamos lesões musculares e déficit neurológico. Avaliamos pela observação e solicitando ações à vítima. Só pode ser avaliada nas pessoas conscientes.
. sensibilidade – idem ao anterior e mais a hipotermia.
. fotorreatividade pupilar (pupilas dilatadas chamam-se midríase e contraídas chamam-se miose) – o problema não é a posição final da pupila e sim a ausência de sua reatividade. Midríase paralítica pode ser indicativo de hipóxia cerebral, edema intracraniano, hipovolemia, TCE. Miose pode indicar envenenamento, intoxicação. A presença de midríase e miose juntas, geralmente indica edema intracraniano por TCE, sendo que o edema nesses casos localiza-se do lado da midríase. Utiliza-se uma lanterna clínica para avaliação e independe do estado de consciência da vítima.

Observação
Se a vítima apresentar duas midríases ou duas mioses, chamamos de “pupilas isocóricas” ou estando em “isocoria”. Se a apresentar midríase e miose ao mesmo tempo, chamamos de “anisocóricas”, ou estando em “anisocoria”.

• enchimento capilar – pelo tempo decorrido, estimamos a perfusão sanguínea ou se houve alguma lesão traumática naquele segmento, que retarda a irrigação. Essa lesão também pode ser vascular. A avaliação depende da luminosidade do ambiente, mas independe do estado de consciência da vítima.

Comprimindo a unha e Observando o enchimento.

Observação
O tempo ideal desse teste é o que levamos para dizer “enchimento capilar” após soltarmos a compressão na unha.

ROTEIRO DE PRIORIDADES NO ATENDIMENTO
A ABERTURA DAS VIAS AÉREAS COM CONTROLE CERVICAL
B BOA VENTILAÇÃO
C CONTROLE HEMODINÃMICO (CIRCULAÇÃO / CONTROLE DAS HEMORRAGIAS)
D DÉFICIT NEUROLÓGICO
E EXPOSIÇÃO COMPLETA DA VÍTIMA E CONTROLE TÉRMICO

* TODA VÍTIMA DE TRAUMA POSSUI LESÃO CERVICAL ATÉ PROVAR O CONTRÁRIO!
* O ESTADO DE UMA VÍTIMA É INVERSAMENTE PROPORCIONAL AO NÚMERO DE INFORMAÇÕES OBTIDAS PELO SOCORRISTA.
* NÃO SE ADMINISTRA NADA VIA ORAL PARA VÍTIMAS INCONSCIENTES!

“A” (Hiperextensão cervical)
É a manobra mais utilizada, pois a maior causadora de obstrução das vias aéreas superiores é a queda da língua.
Em lactentes não fazemos hiperextensão cervical para abrir as vias aéreas e nem para checar a respiração. A manobra
nesses casos chama-se “retificação cervical”.

- Cabeça na posição retificada(Mostrando a queda da língua)
- Cabeça em hiperextensão(Mostrando a língua elevada)
- Empuxo mandibular (Repare na posiçãodo polegar e indicador)
- Lateralização da vítima(Serve para liberar as vias aéreas e exame físico)

Manobra de Heimlich
Também conhecida como “compressões abdominais”. Destinada às obstruções causadas por corpos estranhos sólidos. Em crianças e adultos é realizada no epigástrio. Em gestantes e lactentes, essa manobra é realizada no tórax, sobre o esterno, sendo entre os seios na gestante e na linha mamilar com os dedos indicador e médio nos lactentes.

Estabilização cervical
O colar cervical não dispensa a estabilização manual.

“B”
Ventilação boca-a-boca (Pode ser boca-nariz, Em lactentes é boca-a-boca/nariz.)
Ventilação boca-máscara (Duas mãos fixando a máscara)
Ventilação ambú-máscara(Duas mãos fixando a máscara)
Ventilação ambú-tubo (Em lactente)

“C” Massagem cardíaca externa
Em crianças e adultos é realizada sobre o terço inferior do esterno, utilizando-se ambas as mãos apoiando apenas a região tenar e com os cotovelos estendidos. Em lactentes, essa manobra é realizada com os dedos médio e
anelar sobre o esterno, abaixo da linha mamilar. Nas gestantes, a execução é como nos adultos, porém é importante e tração do útero gravídico para a esquerda, objetivando a descompressão da veia cava inferior.
Pode ser feito a Massagem cardíaca sobre a maca ou a Massagem cardíaca no chão.

Controle das hemorragias
Geralmente é realizado com a compressão de gaze sobre o local da hemorragia. Mas também pode ser necessária a aplicação de um garrote ou torniquete, dependendo do local da hemorragia e do volume de sangue.

Pode ser Compressivo apropriado e Compressivo improvisado

“D”
Não se administra nada via oral para pessoas inconscientes pelo risco da broncoaspiração.

“E” Exame físico da vítima
Objetivando procurar lesões e hemorragias. O exame físico será interrompido se for encontrada: PR / PCR / hemorragia significante / fratura bi-lateral de fêmur e/ou de quadril.

• Roteiro do exame físico – vítima em decúbito dorsal. cabeça / pescoço / tórax / abdômen / quadril / genitália / membros inferiores / membros superiores / coluna vertebral / nuca.

Sempre que o profissional desconfiar que há uma lesão, procederá como se houvesse.

Controle térmico
Manter a vítima aquecida é uma das preocupações no atendimento em via
pública ou em qualquer lugar onde possa ocorrer
queda de temperatura corporal.

PRIORIDADE ABSOLUTA (CHAMADO DE A B C DA VIDA)
A ABERTURA DAS VIAS AÉREAS COM CONTROLE CERVICAL
B BOA VENTILAÇÃO
C CIRCULAÇÃO E CONTROLE DAS HEMORRAGIAS

Em princípio, as letras “D” e “E” não são prioridades no primeiro atendimento.

Avaliação Primária
Responsividade
Sinais Vitais
A / B / C

Atenção!
A Avaliação Primária só será interrompida se ocorrer ou for verificada:
obstrução das vias aéreas / parada respiratória / parada cárdio-respiratória / grandes hemorragias / fratura bi-lateral de fêmur.

Avaliação Secundária
Sinais de Apoio
Exame físico

REANIMAÇÃO CARDIOPULMONAR (RCP)
· PARADA RESPIRATÓRIA (P.R.) - INTERRUPÇÃO BRUSCA DA FUNÇÃO PULMONAR
· PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA (P.C.R.) - SUSPENSÃO IMEDIATA DAS FUNÇÕES PULMONAR E CARDÍACA

IMPORTANTE
NÃO HÁ PARADA SOMENTE CARDÍACA, POIS ESSA SITUAÇÃO É IMPOSSÍVEL DE OCORRER. PARANDO O CORAÇÃO, IMEDIATAMENTE OCORRERÁ PARADA DA FUNÇÃO PULMONAR, OU SEJA, PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA.

Em adultos (de 8 anos em diante)
• 1 ou 2 executantes – preferencialmente com 1.
2 ventilações X 30 massagens cardíacas

Em crianças (de 1 até 8 anos)
• 1 executante 2 ventilações X 30 massagens cardíacas
• 2 executantes 2 ventilações X 15 massagens cardíacas

* CHECAGEM DA RESPIRAÇÃO (QUALQUER VÍTIMA) - VIAS AÉREAS
* CHECAGEM DO PULSO (VÍTIMA INFANTIL E ADULTA) - NO CAROTÍDEO

¨ INICIA-SE A MANOBRA DE RCP SEMPRE PELA INSUFLAÇÃO!!

RCP em crianças e adultos
1 - checando a respiração - Realizando hiperextensão cervical
A checagem da respiração inicialmente é realizada sem a hiperextensão. Caso não seja constatado movimento ventilatório, fazemos a hiperextensão da cabeça para verificar se a ausência da respiração é devida à queda da língua no oro-faringe.
2 – ventilando- Preferencialmente boca-a-boca, mas pode ser boca-nariz.
3 – checando o pulso - Carotídeo (com os dedos indicador e médio).
4 – massageando - No terço inferior do esterno, apoiando a região tenar.

Em lactentes (de 0 até 1 ano)
• 1 executante
2 ventilações X 30 massagens cardíacas

RCP em lactentes
1 – checando a responsividade (Tocando o bebê)
2 – checando a respiração (sem hiperextensão)
3 – insuflando - Boca-a-boca/nariz (sem hiperextensão)
4 – checando o pulso(Braquial)
5 – massageando (Dois dedos na linha mamilar)
6 – ventilando e massageando

- checagem da respiracao (em qualquer vítima) . vias aereas
- checagem do pulso (em criancas e adultos) . carotideo
- checagem do pulso (em bebes) . braquial
- Iniciamos a manobra de RCP sempre pelas ventilações!!

OBSERVAÇÃO
1 - a Associação Americana do Coração preconiza que a RCP seja realizada por apenas uma pessoa, até a exaustão, para somente então ser realizada a troca do executante, por motivo de sincronia! Exceção para os casos onde os executantes estejam acostumados a fazerem juntos.
2 - o centro respiratório, localizado no bulbo raquídeo é constituído por duas partes: o apnêustico, estimulado pelo CO2 e o pneumotáxico, estimulado pelo O2. Portanto, o alto percentual de CO2 insuflado nas ventilações da RCP, no ato do socorro básico é essencial.

COMPLICAÇÕES NA RCP
(PODEM OCORRER MAS NÃO SÃO INDICATIVOS OBRIGATÓRIOS DE INTERRUPÇÃO DA RCP)

¨ FRATURAS DE COSTELAS - EM PRINCÍPIO CONTINUAMOS.
¨ FRATURAS DE ESTERNO - TORNA-SE CONTRA-INDICAÇÃO.
¨ LUXAÇÃO COSTO-ESTERNAL - EM PRINCÍPIO CONTINUAMOS.
¨ PERFURAÇÃO DE VÍSCERAS (CORAÇÃO / PULMÕES / AORTA / DIAFRAGMA / ETC...) - DEPENDE DE EXAMES COMPLEMENTARES PARA QUE HAJA CONFIRMAÇÃO DA LESÃO.

CONTRA-INDICAÇÕES DA RCP (SÃO AS SITUAÇÕES QUE, QUANDO ENCONTRADAS, JÁ SÃO INDICATIVOS PARA A NÃO REALIZAÇÃO DO PROCEDIMENTO DE RCP, PORÉM, EM CERTOS CASOS, A DECISÃO DE CONTINUAR OU NÃO FICARÁ A CRITÉRIO DO SOCORRISTA)
¨ PCR POR TRAUMA DE TÓRAX
¨ VÍTIMAS COM DOENÇAS EM ESTÁGIO TERMINAL
¨ VÍTIMAS COM MAIS DE 75 ANOS
¨ PCR OCORRIDA A MAIS DE 15 MINUTOS
¨ SURGIMENTO DE RIGIDEZ CADAVÉRICA

ATENÇÃO
NA ABORDAGEM DA VÍTIMA, CHECAMOS PRIMEIRO A RESPIRAÇÃO.
EM CASO DE AUSÊNCIA, REALIZAMOS DUAS INSUFLAÇÕES.
SÓ ENTÃO CHECAMOS O PULSO. SE AUSENTE TAMBÉM, COMBINAMOS COM MASSAGENS CARDÍACAS!

POSSIBILIDADES DE RECUPERAÇÃO
Quanto mais rápido a vítima for atendida é aumentada a sua chance de recuperação e sobrevivência.

1`= 98% de chance 5` = 25% de chance 10` = 1% de chance


HEMORRAGIAS

· DEFINIÇÃO: PERDA AGUDA DE SANGUE. EM GERAL, TODAS AS HEMORRAGIAS DEVEM SER CONTIDAS
· CLASSIFICAÇÃO:
H. VENOSAS - SANGRAMENTO MAIS ESCURO, QUE SAI ESCORRENDO.
H. ARTERIAIS - SANGRAMENTO DE COR VIVA (RUTILANTE), QUE SAI EM JATOS.
H. EXTERNAS - SÃO AQUELAS COM ORIGEM NA SUPERFÍCIE CORPORAL.
H. INTERNAS - SÃO AQUELAS QUE NÃO OCORREM NA SUPERFÍCIE CORPORAL

AS HEMORRAGIAS INTERNAS:
PODEM SER DIVIDIDAS EM EXTERIORIZADAS OU NÃO EXTERIORIZADAS. SÃO EXTERIORIZADAS QUANDO O SANGRAMENTO APRESENTA- SE PARA O MEIO EXTERNO.

· INTERNAS EXTERIORIZADAS
OTORRAGIA - sangramento pelo conduto da orelha externa. Não fazemos tamponamento. Se a vítima está consciente, posicionamos em decúbito dorsal. Se estiver inconsciente ou com suspeita de trauma cervical, lateralizamos com a orelha que esteja sangrando para baixo.

EPISTAXE - sangramento pelas narinas. Fazemos compressão manual com a cabeça posicionada à frente 45º. Podemos utilizar gelo juntamente com a compressão, principalmente nos casos de trauma. Em último caso, fazemos
o tamponamento utilizando roletes de gaze com vaselina.

ESTOMATORRAGIA - sangramento proveniente da cavidade oral, podendo ser originada por ferimentos na bochecha, língua e extrações dentárias. Seja qual for o caso usamos gaze sobre a lesão, fazendo compressão, similar ao procedimento utilizado pelos dentistas. O gelo pode ser aplicado, na parte externa, nos casos de hemorragias dentárias.

Atenção!
As otorragias e epistaxes podem apresentar saída de líquor (líquido cefalorraquidiano / LCR), sendo isso um indício de TCE (Traumatismo Crânio Encefálico), e, portanto, todos os cuidados com a estabilização cervical devem ser tomados prioritariamente!

HEMOPTISE – sangramento de origem do aparelho respiratório, em geral dos pulmões e/ou árvore brônquica. Não utilizamos gelo nesse tipo de hemorragia. Na vítima consciente, o posicionamento é recostado e tentamos mantê-lo calmo. Esse sangramento tem características de coloração vermelha rutilante, espumante e é expelido por tosse. Em caso de vítima inconsciente ou com trauma associado, adotamos a lateralização. Se houver tosse no momento da posição recostada, colocamos sua cabeça para o lado a fim de facilitar o escoamento das secreções.

HEMATÊMESE – sangramento originário do sistema digestório alto (esôfago, estômago e duodeno), que normalmente é expelido por vômito, juntamente com restos alimentares. Costuma ter coloração escura como borra de café. Em vítimas conscientes, utilizamos saco de gelo sobre o epigástrio em decúbito dorsal e, em casos de vômito ou inconsciência, lateralizamos. Nos casos de hematêmese por trauma, se o vômito ocorrer muito rápido, sua coloração poderá ser vermelha normal, mas haverá presença de restos alimentares.

OBSERVAÇÃO: NUNCA UTILIZA-SE GELO DIRETAMENTE SOBRE A PELE, NEM SOBRE A GENITÁLIA E MUCOSAS!
· HEMOSTASIA: AÇÃO DE CONTENÇÃO DAS HEMORRAGIAS

· MÉTODOS DE HEMOSTASIA: - compressão direta – também chamada de compressão no local. É o
método mais utilizado e eficaz.

ELEVAÇÃO DO SEGMENTO - USA-SE A GRAVIDADE À NOSSO FAVOR

COMPRESSÃO DIRETA ( TAMBÉM CHAMADA DE COMPRESSÃO NO LOCAL, É O MÉTODO MAIS EFICAZ)

-GARROTE - É O RECURSO EMPREGADO QUANDO OS DOIS MÉTODOS ANTERIORES NÃO SURTIRAM EFEITO. UTILIZAMOS UM PEDAÇO DE TECIDO, FITA DE BORRACHA OU QUALQUER MATERIAL SEMELHANTE
PARA ENVOLVER O SEGMENTO, APERTANDO FIRMEMENTE, ATÉ CESSAR A HEMORRAGIA.

-TORNIQUETE - PODEMOS DIZER QUE CONSISTE EM UM GARROTE MAIS
FIRME, POIS ALÉM DO MATERIAL ANTERIOR, USAMOS UM OBJETO COMO CANETA OU GRAVETO PARA AUMENTAR A COMPRESSÃO.

CUIDADO: GARROTE E TORNIQUETE SÃO APLICADOS APENAS EM MEMBROS, E O TORNIQUETE É PREFERENCIAL PARA AMPUTAÇÕES TRAUMÁTICAS!

Observação
Não é verdade que garrotes e torniquetes tenham que ser obrigatoriamente afrouxados a cada 15’. Nos procedimentos de emergência, principalmente pré-hospitalares, consideramos que os membros superiores podem suportar isquemia de até 1:30’h, e os membros inferiores de até 2:00h. Portanto, se o garrote ou torniquete foi aplicado e o tempo de chegada com a vítima ao hospital for inferior a essa margem de segurança, não haverá necessidade de liberação do fluxo sangüíneo. Entretanto, nos casos onde o socorro mais adequado demore muito, podemos liberar por 1’ a compressão a cada 15’, não esquecendo de que o curativo sobre a lesão deverá ficar firme durante o tempo de circulação para impedir perda volêmica. Cirurgias em membros só podem ser realizadas na ausência de sangue na região, demorando geralmente mais de 2:00h. E nem por isso a isquemia provocada pelo tempo decorrido provoca malefícios à vítima.

LESÕES TRAUMÁTICAS
O TRAUMA É A DOENÇA QUE MAIS MATA ENTRE 05 E 40 ANOS!

CLASSIFICAÇÃO: FERIMENTOS / ENTORSES / LUXAÇÕES / FRATURAS

1 -FERIMENTOS
PERFURANTES
- mecanismo de ação: ocorre por pressão.
- características: geralmente apresenta orifício pequeno, o que dificulta a antisepsia e a avaliação da extensão da lesão.
Agentes causadores: a grande maioria é de objetos pontiagudos como pregos, tachinhas, furadores de gelo, etc, que podem ser encontrados fixados no local da lesão, porém, não obrigatoriamente necessitam possuir pontas. No
entanto não podem apresentar lâminas.

CORTANTE
- mecanismo de ação: ocorre por deslizamento.
- características: apresenta bordos regulares, o que em princípio facilita a cicatrização e a sutura. Podem possuir profundidade e extensão variáveis.
- agentes causadores: qualquer objeto que apresente lâmina, como faca, navalha, caco de vidro, etc...

CONTUSÃO
podem apresentar-se como: “hematomas” / “equimoses” ou escoriações”
- mecanismo de ação: ocorrem por trauma.
- características: nos casos dos “hematomas” e das “equimoses”, são os ferimentos que não rompem a integridade da pele. Quando ocorre a ruptura da pele são chamadas de “escoriações”. Os hematomas e as equimoses são identificados por manchas arroxeadas, sendo que as “equimoses” são mais difusas e os “hematomas” mais

Considera-se que todas as manchas azuladas e / ou arroxeadas no corpo são denominadas equimoses, mas onde puder haver coleta de sangue, será classificado como “hematoma”.
As “escoriações” são superficiais, sangram pouco, porém apresentam-se extremamente dolorosas.

ENTORSES
perda momentânea de contato das superfícies articulares – podem apresentar 3 graus. Ocorrem apenas em articulações.
Os graus de classificação das entorses são referentes à extensão da ruptura dos ligamentos, sendo conferido o 1º grau para nível microscópico, 2º grau para nível parcial e 3º grau para ruptura total.

LUXAÇÕES
perda definitiva de contato das superfícies articulares. Ocorrem apenas em articulações.

FRATURAS - SOLUÇÃO DE CONTINUIDADE ÓSSEA -

· FECHADAS - OCORRE APENAS A LESÃO ÓSSEA, SEM ROMPIMENTO DA INTEGRIDADE DA PELE.
- Procedimentos nas fraturas fechadas: evitar movimentação / checar pulsos distais (só em membros) / estabilizar / imobilizar.

· ABERTAS (COM OU SEM EXPOSIÇÃO ÓSSEA) - NESSES CASOS, ALÉM DA LESÃO ÓSSEA, OCORRE TAMBÉM A RUPTURA DA PELE, PORÉM A ESPÍCULA ÓSSEA PODE ESTAR EXTERIORIZADA OU SIMPLESMENTE TER CAUSADO A ABERTURA NA PELE E RETORNADO PARA O INTERIOR.
- Sempre que ocorrer uma fratura aberta, seja com exposição ou não, a prioridade será a hemostasia.
- Procedimentos nas fraturas abertas sem exposição: evitar movimentação / hemostasia / checar pulsos distais (só em membros) / cobrir o ferimento / estabilizar / imobilizar.

- Procedimentos nas fraturas abertas com exposição: evitar movimentação / hemostasia / checar pulsos distais (só em membros) / cobrir o osso exposto / estabilizar / imobilizar.

Pulsos distais nos membros superiores: gradial e ulnar
Pulsos distais nos membros inferiores: pedioso e tibial posterior

Cuidados básicos com os ferimentos abertos
¨ antes de qualquer atitude, proteja-se. Se a ferida apresenta sangramento, pare a hemorragia
¨ agora, lave o ferimento com agua e sabao neutro ou preferencialmente, soro fisológico
¨ cubra a ferida com gaze esterilizada.
¨ não use pomadas, nem qualquer outro produto que possa causar reação alérgica

APLICAÇÃO DE GELO
Em todos os casos de lesÃo aberta, a antitetÂnica é obrigatório! Uso do gelo. Nas lesões fechadas o gelo não pode ser usado diretamente sobre a pele, nem em ferimentos abertos, mucosas, globo ocular e genitália.
Deve ser aplicado no local da lesao fechada, envolvido em saco plastico, por 20', com intervalos de 20' tambem, sendo repetida a aplicação por três vezes.

ALTERAÇÕES PSICO-MOTORAS
DISTÚRBIOS DA CONSCIÊNCIA E DO COMPORTAMENTO
• Consciência – lucidez e orientação no tempo e no espaço.
• Comportamento – conduta de acordo com o padrão da sociedade local.
• Síncope - inconsciência até 3’ ??
- é a perda da consciência completa e breve, levando a um estado de morte aparente, porém com a característica da retomada de consciência espontânea.
• Coma – inconsciência por mais de 3’ ??
- geralmente as vítimas apresentam apenas as funções vegetativas, mas que podem ainda assim estarem reduzidas.

No atendimento de emergência, a classificação da inconsciência como síncope ou coma não é prioridade. O socorrista atende da mesma forma, ou seja, os procedimentos são referentes a uma pessoa inconsciente!


CAUSAS DE ALTERAÇÕES DA CONSCIÊNCIA
. Hipoglicemia . Diminuição do % de glicose circulante (ocorre em qualquer pessoa)
- a administração de açucar por via oral e o procedimento clássico, contanto que a vítima esteja consciente. Nos casos de inconsciência, o açucar poderá ser posto na mucosa sublingual, sem haver deglutição.

. Hiperglicemia . O aumento do %de glicose circulante (ocorre somente em diabeticos)
- a conduta e a administracao de insulina. Nos casos de inconsciência onde não temos diagnóstico de hipo ou hiperglicemia, e colocado açucar sublingual. Se a víitima reagir satisfatoriamente, temos a confirmação de hipoglicemia. Em caso contrário, confirmamos hiperglicemia. Portanto, se houver dúvida quanto ao diagnóstico, no caso de diabéticos e inconscientes, a administracao de açúcar sublingual e o procedimento indicado.

. Convulsão . na crise convulsiva pode ocorrer diminuicao de aporte sanguineo cerebral com todos os resultados ja conhecidos.

ATENÇÃO
Na convulsão, a vítima não enrola nem engole a língua e a saliva não é contagiosa. A crise convulsiva é dividida em duas fases distintas:

1 - Fase tônico-clônica - duração de 40” a 1’, onde a principal preocupação é evitarmos outras lesões, principalmente T.C.E., realizando a contenção da cabeça e assim evitando choques com o solo.

2 - Fase de relaxamento - não tem duração pré-determinada. É onde a vítima corre risco, pois estando geralmente em decúbito dorsal, sofre a ação da gravidade, ocasionando queda da língua e provocando asfixia. Tomamos
cuidados com a permeabilidade das vias aéreas, e a colocamos lateralizada, para escoamento das secreções da boca.

Posição de recuperação (deitado em decúbito lateral do lado esquerdo)
Observações
1 – Essa posição é adotada nas emergências clínicas, principalmente nas pessoas inconscientes. Devem ser posicionadas preferencialmente para o lado esquerdo. É a posição ideal para os casos de pessoas que não recuperaram a consciência na fase de relaxamento da convulsão.

2 – Três motivos pelos quais o lado esquerdo é preferencial na Posição de recuperação.
- Curvatura da Aorta (Facilita o escoamento sanguíneo pelo aórtico)
- Fundo do estômago (Mantém o conteúdo gástrico no fundo do estômago)
- Veia cava inferior (Evita compressão da veia cava inferior)

TÉCNICAS DE IMOBILIZAÇÕES
• A estabilização cervical e sempre prioridade . É claro que se temos uma vítima com lesão traumática apenas em membros e o mecanismo não sugere trauma cervical, não haverá essa prioridade, porém, estabilizar a
região cervical será sempre uma preocupação, mesmo que seja por precaução.

•As imobilizações de um segmento devem abranger as articulacoes adjacentes . Quando fazemos imobilização em segmentos, temos que estabilizar as articulações adjacentes pelo fato das mesmas criarem segmentos instáveis.

• Pessoas inconscientes necessitam de vigilância mais próxima – se o socorrista estiver distante da vítima, a checagem dos sinais vitais será impossível de ser realizada.

• Em casos de lesões em um dos membros inferiores, utiliza-se o lado íntegro como amparo ao lado lesado – esse procedimento só é possível nos membros inferiores, e, normalmente utilizamos algum material, como colcha
/ cobertor / etc..., na intenção de aumentar a congruência entre os dois membros.

• Nas imobilizações de membros, não esquecer da checagem da sensibilidade, enchimento capilar e pulsos distais – uma imobilização é considerada bem feita quando permite a livre circulação sanguínea e não diminui a sensibilidade no segmento estabilizado.
TÉCNICAS DE TRANSPORTES
. Transporte so passa a ser prioridade quando:
1 . não há mais nada a fazer no local.
2 . quando dele depender a vida da vítima.
3 . quando o local oferecer risco a vítima ou ao socorrista.
. Metodos de transporte poderão ser com: 1, 2, 3 ou mais executantes . Não há técnicas de transporte com mais de 3 pessoas, pois o que ocorrerá será aumento de colaboradores, mas o método continuará sendo o mesmo.
Porém, no ambiente hospitalar, raramente fazemos transporte e sim remoções entre leitos, salas ou setores, e mesmo assim, em cadeiras de rodas ou macas.
. A escolha do método de transporte dependerá:
1 . da gravidade da lesão.
2 . do nº de pessoas disponíveis.
3 . do local do evento
. Antes de iniciarmos o transporte, temos que verificar: peso, posição e lesões da vítima / percurso / local onde se encontra / ajuda disponível.
Essas observações acima são particularmente verdadeiras nas ocorrências pré-hospitalares.
. Toda vítima que apresentar lesão de coluna tem que ser transportado em decúbito dorsal, sobre superficie plana e rígida (prancha), ou em último caso, em bandeja de braços . Não é admissível pensarmos em transportar
pessoas com TRM utilizando material que permita flexibilidade, desestabilizando a coluna.

ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIA - CONSULTAS

fonte: http://www.cdof.com.br/socorros4.htm#1

624. A L-carnitina ajuda a reduzir a massa gorda?- 31/08/03
Respeito da carnitina comentada na questão 105: Faço Educação Física na UNI-BH e estou no segundo e no terceiro período. Escutei de minha Profa. que a carnitina é uma substância que junto com o acetil-coA leva àcido graxo a célula para ser digerida no ciclo do àcido cítrico, para ser quebrado e produzir energia. E a carnitina é reciclável, ela leva o àcido graxo na célula (na mitocôndria) e depois volta para pegar mais àcido graxo, então não há benefício algum com a utilização da carnitina pois não vai acelerar esse processo. Mas muitas pessoas tomam a L-carnitina e sentem que estão perdendo massa gorda mais rápido. Isso seria verdade ou é o psicológico?Othon Capdeville
Oi Othon, o Ft. Marcos Vidal(currículo) lhe retorna o seguinte:
Olá, A Carnitina é solúvel em água, pode ser sintetizada a partir de aminoácidos, principalmente lisina, e apresenta estrutura química com uma cadeia curta de ácido carboxílico – similar a alguns aminoácidos – e apresenta características compatíveis com vitaminas do complexo B, polemizando a sua definição. Para efeitos didáticos assumiremos neste texto a classificação de aminoácido. A Carnitina apresenta-se em dois tipos:
L-Carnitina possui ação mais efetiva no coração, enquanto que a acetyl-L-carnitina atua mais na modulação do metabolismo cerebral, sendo francamente utilizada por neurologistas e psiquiatras como coadjuvante no tratamento da doença de Alzheimer, doenças da placa neuromotora, neurastenias e depressão.
A L-carnitina e a acetyl-L-carnitina também participam diminuindo o nível de triglicérides e aumentando o nível de colesterol HDL(porção benéfica do colesterol) por carrear os ácidos graxos até as mitocôndrias, depurar a gordura da corrente sangüínea e elevar os níveis de porfirina e, conseqüentemente, os níveis de hemácias e hemoglobina.
Quando a ingestão de carnitina estiver associada e ajustada a atividade física correta ocorrerá a conversão da gordura em energia, com o aumento da performance muscular. Estudos demonstraram que a diminuição das concentrações de toxinas na mitocôndria que alteram o DNA mitocondrial diminuindo sensivelmente a produção de energia e também que o uso da carnitina deve ser associado a atividade física.
Apesar dos mecanismos não estarem completamente esclarecidos, a “queima de gorduras” tem encontrado sustentação tanto pela atuação da L-carnitina, presente nos dois tipos, pois eles atuam como facilitadores e catalisadores do metabolismo de conversão dos lipídios/ácidos graxos. É bem possível que ocorra auto-sugestão, mas neste caso ela irá apenas potencializar a ação da carnitina. Esperando ter colaborado. Um abraço, Marcos Vidal
SUGESTÃO: The Carnitive Connection – Winifred Conkking – St Martins Paper Backs
Leia mais:
L-Carnitina
L-Carnitina e L-Arginina
A Creatina e a Glutamina


625. Desmaio após gargalhada forte- 31/08/03
Por duas vezes já desmaiei logo após uma gargalhada forte. Qual será o motivo e qual o tipo de médico devo procurar para resolver este problema? Kleber Barbosa da Silva
Oi Kleber, contamos com a colaboração do Ft. Marcos Vidal(currículo) para lhe esclarecer a dúvida, veja:
Olá Kleber, O mais indicado para detectar se a privação de sentidos ocorreu por diminuição de oxigênio – hipoxemia – ou tem outra causa é iniciar por um neurologista e depois por um cardiologista, caso haja necessidade. Esperando sempre o melhor. Um abraço. Marcos Vidal


626. Acidentes na academia- 02/09/03
Oi Prof. Fernando, estou com uma dúvida que é muito comum entre os colegas na academia em que trabalho. Se um aluno tem algum acidente nas máquinas da academia, tipo, prende a mão no banco supino, cai a barra sobre o tórax, escorrega o pé no leg press lesando a canela, ou outro acidente qualquer, o que você aconselha fazer e se o aluno tem direito de nos processar por isso. espero ansiosa a resposta. um abraço. Nina
Olá Nina, repassamos a questão para nosso Consultor Prof. Fernando Barreiro(currículo) e veja o que ele lhe aconselha:
Vamos por partes. Quanto aos acidentes mencionados, é atender e pronto. Como você se refere a generalidades em relação às ocorrências, cada caso é um caso. Quanto ao aspecto legal, lembre-se que atender é sempre melhor que omitir o socorro, pois é lei. Ainda que o aluno fique revoltado, e é de se entender, mesmo que fique provado que a culpa foi do estabelecimento, por falta de manutenção, etc, o fato de prestarem o pronto atendimento já será um atenuante, mas, como não sou advogado, acho que você deveria consultar um para ver o que pode realmente ocorrer nesses casos.
Se quiser especificar as ocorrências, é só enviar para mim que te esclarecerei como proceder em cada uma delas.
Atenciosamente . Fernando Barreiro


627. Defesa no voleibol- 03/09/03
Sou estudante do 4° período de Educação Física e meu professor de Voleibol pediu que fizéssemos um trabalho sobre o fundamento DEFESA, onde teríamos que descrever o fundamento e elaborar um plano de aula para turmas de iniciantes, intermediários e avançados. Gostaria muito da ajuda de vocês. E gostaria também de parabenizá-los pelo excelente site. Thatyanna Flávia Matozinhos
Oi Thatyanna, sua questão recebeu a atenção do Prof. Rogério Eduardo Tavares Frade(currículo), quem traz o seguinte:
Olá Thatyanna tudo bem? Existem poucos artigos que falam sobre defesa; mas existe um livro que é somente sobre este tema: Voleibol - Moderno Sistema Defensivo - Jorge Barros de Araújo (Jorjão) - Editora: Palestra
E também no site www.revistadovolei.com.br no link "teses" você encontrará uma tese sobre defesa.
Obrigado. Prof. Rogério Frade


628. Cãibras e estiramentos- 04/09/03
Como proceder nas cãibras e distensões e como diferenciá-las? Marcos Paulo - Prof. de Educação Física (Hidroginástica e Natação)
Olá Marcos, repassamos esta questão para o nosso Consultor Prof. Fernando Barreiro(currículo) e veja o que ele diz:
Cãibras são contrações longas onde, geralmente, as causas podem ser: falta de condicionamento físico, problemas circulatórios, etc...
Distenções, que na verdade chamam-se estiramentos, são lesões características de músculos, tendões e nervos.
O atendimento imediato é: imobilização da área atingida e aplicação de gelo (envolto em saco plástico), de seguinte forma: compressas por 20' com intervalos de tempo igual, repetindo a aplicação por três vezes.
Isso durante no máximo 72 horas.
Ao persistirem os sintomas, há necessidade de consultar um Fisioterapeuta. Atenciosamente. Fernando Barreiro

Leia mais:
Cãibras e Hidroginástica
Cãibras Musculares
Hidratação e Cãibra Muscular

629. Cirrose, colestase e tumor de fígado - 04/09/03
Gostaria de receber informações sobre a fisiopatologia da cirrose, colestase e tumor de fígado. Grata! Shirlei Barbosa dos Santos
Olá Shirlei, enviamos a sua questão para alguns consultores e quem nos retornou foi o nosso consultor Ft. Marcos Vidal Pires Dourado(currículo), veja:
Shirlei, dada a abrangência da sua questão, vou apresentar as informações básicas de cada quadro, iniciando por cirrose.
Cirrose foi o nome dado pelo médico francês René Hyacynthe Laënnec (1781-1826) para descrever o aspecto nodular amarelo alaranjado apresentado pelo fígado neste quadro. Aspecto semelhante as nuvens laranja avermelhadas do tipo cirros (kirrós, do grego). A cirrose é caracterizada por alterações regressivas dos hepatócitos, reação inflamatória crônica esclerosante e fenômenos regenerativos do tecido hepático, simultâneos. Os componentes isolados não constituem cirrose.
Alguns tipos de cirrose evoluem com icterícia, impregnação dos tecidos corporais com sangue e alta concentração de bile ou bilirrubina. Dois são os fatores que causam icterícia: obstrução das vias hepatobiliares e destruição de hemácias levando a desintegração da hemoglobina que leva ao excesso de pigmentos – hemossiderina e ferritina .
As cirroses podem ser didaticamente classificadas como:
. Cirrose de Laennec, gordurosa e pós necrótica
. Cirroses biliares, colostática, colangítica e mistas
. Cirroses parasitárias, esquistossomose, calazar
. Cirroses pigmentadas, transfusão sangüínea, hemocromatose,
. Cirrose cardíaca ou de estase
A colestase é a diminuição do fluxo de bile levando a congestão em qualquer ducto biliar, dentro ou fora do fígado.
A estase nos ductos biliares podem se dar por: agenesia completa ou parcial dos ductos biliares (cirrose biliar colostática), obstrução dos ductos por fibrose ou gorduras (cirrose hepática em grau avançado) e compressão mecânica do ducto – tumores hepatobiliares – tumor ou carcinoma hepático smetastático é mais freqüente que os carcinomas primários, associados com a cirrose hepática. O lobo direito do fígado é o mais comprometido nos carcinomas metastáticos, as metástases ocorrem mais freqüentemente nos gânglios linfáticos do hilo hepático e hilo pulmonar, na veia porta e nas veias hepáticas. Os carcinomas hepáticos podem ser diferenciados por sua estrutura, disposição e caráter infiltrativo, os mais freqüentes são: carcinoma hepatocelular adenomatoso ou alveolar, carcinoma anaplásico
e carcinoma colangio-celular.
Shirlei, se houver necessidade de esclarecimentos adicionais ou alguma informação mais específica, dentro deste, ou qualquer outro assunto, estarei sempre disponível. Marcos Vidal


630. Atendimento de Emergência - conceito - 05/09/03
Gostaria que o senhor expusesse, não somente o conceito de atendimento de emergência, mas também os tipos de transporte e para que caso será utilizado cada um deles. Rodrigo Luiz dos Santos
Olá Rodrigo, aqui vai o que o Prof. Fernando Barreiro(currículo) informa:
Atendimento de Emergência é aquele prestado de imediato, geralmente no local da ocorrência.
Atualmente não se usa mais o termo Primeiros Socorros e sim Atendimento de Emergência Pré-Hospitalar, isso quando refere-se à todos os procedimentos tomados no local, contanto q. este local não seja o ambiente hospitalar.
Em relação aos transportes, é uma resposta muito longa, pois dependerá de vários fatores: nº de pessoas disponíveis p/ realizar o transporte / peso da vítima / lesão ou estado clínico da vítima e local do evento. Portanto, não posso responder, aqui, pois simplesmente, cada caso é um caso em particular.
Fernando.


631. Convulsão por hipotensão arterial após cirurgia de safena- 07/09/03
Bem, meu pai foi submetido a uma cirurgia de 3 safenas e 2 mamárias com sucesso, mas com 13 dias em casa se recuperando ele deu um susto na gente. Sua pressão caiu, os olhos começaram a virar, a língua a retorcer. Qual seria o melhor procedimento ? Rafael de Oliveira Perrone-estudante UFRJ
Oi Rafael, em atenção ao seu pedido o Prof. Fernando Barreiro(currículo) informa o seguinte:
Primeiramente, espero q. seu pai esteja bem. Em segundo, que após o susto, tenham entrado em contato com o médico.
Vamos ao procedimento: aconteceu. Agora veja os sinais vitais: respira? Tem pulso carotídeo? Se sim, está vivo. Então, coloque-o lateralizado sobre a esquerda se estiver inconsciente e só, enquanto liga para o médico. Se estiver consciente, coloque-o em decúbito dorsal, com hiperextensão da cabeça e os membros inferiores elevados no máximo 30 cm. Tudo isso porque, provavelmente, seu pai teve uma brusca hipotensão arterial, o que poderia explicar em parte os olhos revirados, devido a hipóxia cerebral. A hipóxia cerebral é considerada a maior causadora de convulsão e inconsciência, e logicamente uma brusca hipotensão arterial diminui a força de contratilidade do miocárdio, com diminuição do volume sistólico, o que acarreta menor oxigenação cerabral, e aí, bem, aí o final é isso q. te expliquei no início.
Atenciosamente. Fernando Barreiro

632. Lesões no futebol - 07/09/03
Estou fazendo um trabalho para o colégio e gostaria de saber: quais são as lesões mais frequentes em pessoas que jogam futebol? Rodrigo Silva Pigatto - Estudante
Oi Rodrigo, veja o que o Prof. Ms. Fabio Aires da Cunha(currículo), lhe retorna:
Prezado Rodrigo, com certeza as lesões mais comuns no futebol são nas articulações do joelho e tornozelo e, na musculatura da coxa, principalmente posterior. Se você observar a exigência física durante uma partida de futebol poderá constatar porque essas lesões são mais comuns. As articulações são exigidas muito em função de mudanças de direção, impactos com o solo e traumatismos, principalmente por faltas recebidas. As lesões musculares ocorrem, principalmente em função das arrancadas, movimentos específicos do jogo e chutes, ou seja, durante atividades de potência e velocidade.
Você poderá encontrar diversos livros e artigos que falam sobre lesões no futebol. Procure em:
www.bireme.br
www.apice.med.br

Lesões do Esporte Prevenção e Tratamento. Lars Peterson, Per Renström. Manole, 2002.
Lesões nos Esportes Diagnostico Prevenção Tratamento. Cohen Abdalla. Revinter, 2003.
Um abraço, Fabio.

Segundo o Manual de Medicina do Esporte - Fascículo 2 da Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva - Dr. João Gilberto Carazzato
Atendimentos executados com frequência de 3 horas semanais durante 20 anos (1972 - 1992) ininterruptos para Futebol e o Futsal.

Futebol
Segmentos Corpóreos Futebol
% de Lesões Futsal
Segmentos Corpóreos Futsal
% de Lesões
Joelho 31,6 Joelho 22,1
Tornozelo 23,4 Coxa 21,3
Coxa 16,9 Tornozelo 17,2
Pé 9,0 Pé 11,5
Perna 5,7 Coluna 7,6
Coluna 3,9 Mão 6,0
Mão 2,9 Perna 5,6
Cotovelo 1,8 Cotovelo 2,1
Ombro 1,1 Ombro 1,8
Antebraço 1,1 Punho 1,4
Bacia 0,7 Bacia 1,2
Braço 0,4 Antebraço 0,8
Punho 0,4 Braço 0,2

Futebol
Tipo de Lesão Futebol
% de Lesões Futsal
Tipo de Lesão Futsal
% de Lesões
Entorse 23,5 Entorse 23,5
Rótula Muscular 17,8 Rótula Muscular 20
Contusão 11,0 Contusão 15,1
Menisco - Ligam. Joelho 13,1 Menisco - Ligam. Joelho 11,9
Mioentesite 4,6 Mioentesite 3,8
Rótula Sub-Luxans 7,8 Rótula Sub-Luxans 2,6
Fraturas 5,7 Fraturas 5,5
Coluna 1,8 Coluna 5,5
Tendinite 0 Tendinite 1,6
Osteocondrite 8,5 Osteocondrite 3,9
Periostite 0,4 Periostite 1,8
Neurite 0 Neurite 0,1
Bursite 0,4 Bursite 1,8
Luxação 3,5 Luxação 0,9
Artrose 0 Artrose 0,3


633. Uso de botas ortopédicas- 07/09/03
Gostaria de fazer o meu trabalho de conclusão sobre a indicação de bota ortopédica para crianças com pé plano. O que vocês acham, é correto o uso dessas botas ou não? Juliana - estudante de fisioterapia.
Oi Juliana, sua questão recebeu a atenção de Ft. Thiago Boiago Nishida currículo), veja:
Juliana, Não sei se sua monografia será com criancas PC ou não, se nao for PC acredito que a bota não fará tanto efeito, mas por outro lado uma vez que ainda não existe qualquer alteração irreversivel no pé da criança. Pode ser que você consiga prevenir um pé plano adulto e suas complicações. Nunca li a respeito disso. Pessoalmente, achei uma ótima ideia! Thiago Nishida


634. Tratamento cinesioterápico para escoliose postural em adolescentes - 07/09/03 - Klonne - Estudante
Oi Klone, sua questão recebeu a atenção de nossos Consultores:
Ft.Patricia Costa Amâncio (currículo):
Olá! Bom, o tratamento cinesioterapêutico para escoliose postural em adolescentes consiste de uma série de exercícios e posturas que visam reequilibrar a musculatura e criar uma nova consciência corporal. Atualmente, existem muitas técnicas dentro da Fisioterapia com essa finalidade, entre elas a cinesioterapia tradicional, o RPG, o RPM, manipulações articulares, etc.

Ft. Thiago Boiago Nishida(currículo):
Klonne, O tratamento cineisioterápico na escoliose em adolescentes é fundamental, pois ainda é possivel diminuir o grau da escoliose. A cinesio funciona muito bem, os exercicios de Klapp são uma boa indicação para o tratamento. Hoje em dia, usa-se o RPG, por ser uma técnica eficiente e com resultados excelentes. Thiago Nishida

Leonardo Duarte Picchi(currículo),:
Klonne, existem alguns exercícios que podem ajudar a melhorar uma escoliose postural. Basicamente são exercícios de fortalecimento da musculatura da convexidade e alongamento da musculatura da concavidade.
Qualquer dúvida nos comunique.



635. Teste de carga máxima que não seja o de 1RM - 07/09/03
Preciso de um teste de carga máxima que não seja o de 1RM. Existe outro mais concreto? Leandro
Oi Leandro, sua questão recebeu a atenção de dois colegas, veja:
Prof. Leandro Mendes de Carvalho(currículo),
Caro Leandro, o único teste conhecido para se avaliar a carga máxima que um indivíduo pode levantar é o Teste de 1RM. No caso de iniciantes ou populações especiais como idosos, hipertensos, adolescentes, o teste de carga máxima não é recomendado. Então pode-se utilizar um teste de 3 ou 5RM (submáximo) que pode ser convertido para 1RM através de uma tabela específica. Sugiro que consulte a bibliografia recomendada abaixo para saber como aplicar o teste corretamente, utilizando a referida tabela. Espero ter auxiliado de alguma forma. Abraços.
Referência Bibliográfica: TREINAMENTO DE FORÇA CONSCIENTE, Bompa T.O., Cornacchia, L.J., Phorte Editora, 2000.

Prof. Divanei Zaniqueli (currículo):
Caro Leandro, realmente a única forma de conhecermos a carga máxima que um indivíduo é capaz de levantar é a realização de um teste de 1 RM. Talvez o que te cause problemas é o cálculo do percentual da carga a ser utilizado depois da realização do teste. A literatura trás os percentuais com base nos testes realizados nos estudos, no entanto quando vamos colocar em prática, os erros são inevitáveis Se este for o seu problema, não se aflija. Na verdade não há como esses testes serem 100% confiáveis. Esse teste na verdade serve para termos um parâmetro confiável dos resultados alcançados . Na minha opinião, a quantidade de carga que um aluno deve levantar deve ser determinada pela sensação subjetiva de esforço, deixando o teste apenas como controle dos resultados.


636. Durante o exercício, quando o corpo entra em cetose? - 07/09/03 - Normando Barreto Cruz
Olá Normando, sua questão recebeu a atenção de dois de nossos Consultores, veja o que eles lhe explicam:
Prof. Leandro Mendes de Carvalho (currículo),
Caro Normando, a cetose, durante o exercício aeróbio, só ocorre em casos de restrição ou depleção extrema de carboidratos no organismo. Isso normalmente ocorre com pessoas que se utilizam de uma dieta muito pobre ou isenta de carboidratos, por acharem que esses nutrientes irão "engordá-los". Fisiologicamente falando, essa condição de cetose ocorre quando a acetil CoA e os ácidos graxos livres provenientes do tecido adiposo se acumulam nos líquidos extracelulares por não conseguirem entrar no Ciclo de Krebs, devido à falta de piruvato, que é produzido durante o fracionamento dos carboidratos. Se essa condição persistir por muito tempo, a acidez dos líquidos corporais aumentará até alcançar níveis potencialmente tóxicos. Espero ter sanado sua dúvida. Abraços.
Ref. Bibl.: FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO, ENERGIA, NUTRIÇÃO E DESEMPENHO HUMANO, McArdle, Katch&Katch, 4a. Edição, Ed. Guanabara Koogan

Prof. Divanei Zaniqueli (currículo):
Caro Normando, os corpos cetônicos são um produto da beta oxidação . A formação dos corpos cetônicos objetiva permitir o transporte da energia, oriunda da oxidação dos ácidos graxos, para os tecidos periféricos para serem utilizados na síntese de ATP. A produção dos corpos cetônicos é uma condição fisiológica natural, portanto a todo momento temos uma quantidade limitada de corpos cetônicos na corrente sangüínea. A Cetose caracteriza-se por uma quantidade muito elevada destes corpos cetônicos, e ocorre mediante a esquemas rígidos de dieta ou nos casos de jejum prolongado. A Acidose Metabólica causada pela Cetose eleva os níveis de amônia, provocando mal hálito e uma alta toxicidade. Respondendo mais claramente, o corpo entra em Cetose quando não temos estoques de carboidratos para serem utilizados.

637. Por que dividir o treinamento de Musculação em séries?- 07/09/03
Gostaria de saber se existe algum sentido em fazer exercícios em série ao invés de fazer uma série de "x" repetições. Fabiano Tavares
Olá Fabiano, sua questão recebeu a atenção de Prof. Leandro Mendes de Carvalho(currículo), veja o que ele diz:
Bem Fabiano, não entendi muito bem a sua pergunta quanto a "...fazer exercícios em série...". O que posso lhe dizer é o seguinte: as séries e repetições nos exercícios de musculação são programadas para que se controle o volume total de treinamento e sua relação com a intensidade do mesmo. Dependendo da fase do treinamento em que se encontra um individuo, pode-se fazer menos séries com mais repetições e menor carga ou mais séries com menos repetições e maior carga, ou seja, quanto maior o volume de séries, menor será a intensidade (carga) do treino e vice-versa. Tudo depende da fase do treinamento, por isso a periodização do mesmo deve ser bem elaborada, já que cada fase possui uma relação específica entre volume e intensidade.
Espero ter sanado suas dúvidas. Se desejar consulte bibliografia anexa. Abraços.
TREINAMENTO DE FORÇA CONSCIENTE, Bompa T.O., Cornacchia L.J., Phorte Editora, 2000
CIÊNCIA E PRÁTICA DO TREINAMENTO DE FORÇA, Zatsiorsky V.M., Phorte Editora, 1999.
Prof. Divanei Zaniqueli (currículo), nos traz:
Caro Fabiano, a quantidade de séries a serem realizadas em um exercício, relaciona-se com os objetivos que se desejam alcançar. Assim, séries únicas podem ser eficientes para aumentar a força de indivíduos com baixa aptidão física mas provavelmente não será capaz de trazer modificações estéticas significativas no mesmo grupo. Quando falamos de indivíduos treinados as séries múltiplas não são apenas convenientes, mas necessárias , para qualquer que seja o objetivo. Atente para o exemplo: Um indivíduo deseja aumentar a massa muscular e são prescritos 6 sets de 15 repetições para a parte anterior da coxa, o que ocorreria se ao invés de usar intervalos, o mesmo realizasse 90 repetições consecutivas?
1- Haveria predominância da atuação das fibras de contração lenta, já que a resistência utilizada dificilmente atingiria o limiar de estimulação das fibras de contração rápida.
2- O percentual de 1RM seria muito baixo no segundo caso, reduzindo muito os níveis de lesão tecidual, outra condição importante para que haja o aumento da célula muscular.
3- O trabalho seria extremamente metabólico, o que poderia elevar o conteúdo de água dentro das células, porém não causaria o aumento significativo da síntese protéica.
Espero que possa ter sido claro. Caso não fique satisfeito observe os estudos no livro de Kraemer e Fleck, Fundamentos do treinamento de força muscular, Ed. Artmed.


638. Trabalho de força e velocidade no futebol infantil- 07/09/03
Como deveria ser o trabalho de força e velocidade no futebol para a categoria juvenil? Ricardo - Preparador Físico
Oi Ricardo, veja o que o Prof. Ms. Fabio Aires da Cunha currículo) lhe retorna:
Caro Ricardo, Se você observar os artigos publicados no site, encontrará muitas informações sobre sua pergunta.
Os atletas na categoria juvenil podem realizar inúmeras atividades para esse tipo de trabalho, o mais importante que deve observar é a carga e a intensidade de trabalho, os exercícios podem ser os mais variados possíveis.
Uma suposição errônea é que os atletas jovens não podem realizar um trabalho de força, o que deve ser evitado é um trabalho de hipertrofia, mas trabalhos de potência podem ser realizados tomando os devidos cuidados.
Referências:
Estudo do treinamento Físico Aplicado à Categoria Juvenil (Sub-17) em Equipes de Futebol do Estado de São Paulo. FABIO AIRES DA CUNHA. Dissertação (Mestrado). Guarulhos. Universidade Guarulhos, 2003.
O treinamento total para jovens campeões. TUDOR BOMPA, São Paulo: Manole, 2002.
Futebol: treino da qualidade do movimento para atletas jovens. S. Golomazov e B. Shirva. São Paulo: FMU, 1996.
Futebol Total. Jürgen Weineck. Guarulhos: Phorte, 2000.
Treinamento para crianças e jovens. FABIO AIRES DA CUNHA,2003.

Um abraço, Fabio.

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO

ITANHAÉM, MEU PARAÍSO
Caiçara por opção, itanhaense de coração. O que você precisa para ser feliz?

Quem sou eu

Minha foto

Da capital, já morei entre verde e bichos, na lida com animais e plantas: anos de injeção, espinho de ouriço, berne, parto de égua e curva de nível, viveiros, mudas, onde encontrei tempo para lecionar inglês, alfabetizar adultos e ler livros, na solidão do mato. 

Paixões se sucederam e convivem até hoje: Contabilidade, Economia, Arquitetura (IMES, MACK), a chácara e, afinal, o Direito (FDSBC, cursos e pós graduações). No Judiciário desde 2005, planto, replanto, reciclo, quebro paredes, reconstruo, estudo, escrevo e poetizo, ao som de passarinhos, que cantam nossa liberdade.

Não sou da cidade, tampouco do campo. Aprendiz, tento captar o que a vida oferece, para que o amanhã seja melhor. Um mundo melhor, sempre.

Agora em uma cidade mágica, em uma casa mágica, na qual as coisas se transformam e ganham vida; mais e mais vida. Minha cidade-praia-paraíso, Itanhaém.

Nesta casa de espaços amplos e um belo quintal, que jamais é a mesma do dia anterior, do minuto anterior (pois a natureza cuida do renovar a cada instante o viço, as cores, flores, aromas e sabores) retomei o gosto pelo verde, por releituras de espaços e coisas. Nela planto o que seja bom de comer ou de ver (ou deixo plantado o que Deus me trouxe), colho, podo, cozinho os frutos da terra, preparo conservas e invento pratos de combinações inusitadas, planejo, crio, invento, pinto e bordo... sonho. As ideias brotam como os rebentos e a vida mostra-se viva, pulsante.

Aqui, em paz, retomo o fazer miniaturas, componho terrários que encantam, mensagens de carinho representadas em pequenas e delicadas obras. 

Muito prazer! Fique à vontade, passeie um pouco: questões de Direito, português, crônicas ("causos"), jardinagem e artesanato. Uma receita, uma experiência nova, um redescobrir. 

Pergunte, comente, critique, ok? A casa é sua e seu comentário será sempre bem-vindo.

Maria da Gloria Perez Delgado Sanches

MARQUINHOS, NOSSAS ROSAS ESTÃO AQUI: FICARAM LINDAS!

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